O Bem-Amado


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Odorico Paraguaçu, prefeito de Sucupira, lugarejo do interior baiano, protótipo do político interiorano, com vocação para a verborragia e demagogo por natureza, espelho do homem público de província latino-americana, tem por ideal mórbido e fixo dar à pacata e sonolenta comunidade, onde há muito ninguém morreu ou algum crime é cometido, um cemitério. Para isso, no entanto, e assim satisfazer seus sonhos de grandeza, é forçoso "encontrar" um morto. E em política, declara Odorico, "os finalmentes justifica os não obstantes". Assim, um cangaceiro famoso ascende ao posto de delegado, um órgão de imprensa é invadido, a honra de uma esposa é maculada e ela se torna pivô e alvo de sangrento atentado, a mentira e a calúnia grassam, tudo isso acobertado pela malícia e o cinismo do experimentado politiqueiro. A linha que cose todo o entrecho é inegavelmente a fala arrevesada e pretensiosa da figura do prefeito, que, com sua lábia, eivada de saborosos neologismos (e a frase oswaldiana, "A milionária contribuição de todos os erros" imediatamente vem à tona), leva no bico a tudo e a todos.



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FICHA TÉCNICA

Título Original: O Bem-Amado

OutrosTítulos: 

Ano de Edição: 2006

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Série(s): 

Avaliação interna (1 a 5): 4

Inf. Web: https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Bem-Amado_(telenovela)

Em Sucupira, litoral da Bahia, Odorico Paraguaçu, perfeito exemplar do coronelismo, elege-se como prefeito e põe em prática sua inusitada meta de governo - construir um cemitério para a cidade. O problema é que ninguém morre em Sucupira e a oposição, liderada pela delegada Donana Medrado, pelo jornalista Neco Pedreira e pelo doutor Juarez Leão, passa a acusá-lo de demagogia e oportunismo. Para resolver este problema, Odorico financia a volta do matador Zeca Diabo. Ou estaria arranjando mais confusão?

 

Ano de Edição
2000 - 2009
Gênero
Ficção
País do Autor
Brasil
Língua
Português