A Mão do Finado


" QUANDO a fatalidade e a desgraça nos oprimem, não falta quem venha parano-los fazer compartilhar, se a miséria não quebrou positivamente o prestígio dos nossos antigos haveres. Embora houvesse sofrido esse peso formidável, a baronesa Danglars reunia ainda em sua casa os principais cavalheiros do Gand e tinha o prazer de ouvir nomear as suas salas em Paris, como as que melhor sabiam receber e acomodar, durante algumas horas, todos esses ímpios elegantes do pano verde. O espírito de orgulho e ambição da baronesa Danglars, a sua figura esbelta e o seu rosto um pouco pálido, onde brilhavam dois belos olhos negros, não era o que menos atraía a numerosa concorrência às suas salas. Aos que vivem de comoções fortes, nunca desagrada uma mulher como a baronesa Danglars. As suas risadas de orgulho, o seu gesto determinado e arrogante, mas submisso e meigo quando se deixava vencer, o seu olhar eloquente e sagaz, a sua extrema verbosidade, tudo concorria para que os homens da sociedade a inscrevessem no rol das leoas, apesar de ter passado já a Primavera da vida. Tal era a consideração em que tinham a baronesa Danglars no ano de 1837...."



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FICHA TÉCNICA

Título Original: A Mão do Finado

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Ano de Edição: 1854

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Avaliação interna (1 a 5): 3

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Romance de aventuras e terror, publicado anonimamente em 1854, constituindo uma sequência da intriga de O Conde de Monte-Cristo, de Alexandre Dumas.

 

Ano de Edição
1850 - 1859
Gênero
Ficção
País do Autor
Portugal
Língua
Português